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UNIÃO BRASIL PEDE ANULAÇÃO DE COMISSÕES DA CMS E VEREADOR ALEGA SUSPEIÇÃO DO JUIZ

Publicado em: 27/4/2022

Depois de o diretório do União Brasil na Bahia ter impetrado um mandado de segurança, nesta terça-feira (26), para anular a nova composição das comissões da Câmara de Salvador, que foram definidas nas últimas semanas pelo presidente da Casa, Geraldo Júnior (MDB), um aliado do chefe do Legislativo alega suspeição do juiz responsável pelo caso. Agora licenciado para atuar na campanha de Geraldo a vice-governador da Bahia, o vereador Henrique Carballal (PDT) afirma que a instalação dos colegiados respeitou as normas da Casa.

 

“O União Brasil entra com ação que estabelece liminar para que não se efetivem [as comissões], com alegações estapafúrdias. Isso caiu na 8ª vara, mas entendemos que há uma flagrante suspeição por parte do magistrado, esperamos que ele decline. Entendendo que além do pai ser ex-vereador e suplente de vereador pelo UB, a mãe exerce função de confiança no governo Bruno Reis. Seria conflito, ele não pode julgar essa ação. Queremos um que possua uma isenção flagrante, esperamos que ainda pela manhã [desta quarta-feira] haja uma decisão dele. Entendemos que não cabe que ele julgue”, afirmou o edil em conversa com o Bahia Notícias na manhã desta quarta-feira (27).

 

A referência de Carballal é para o juiz Pedro Rogério Godinho, titular da 8ª Vara da Fazenda Pública de Salvador no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), e responsável pela apreciação da ação ajuizada pelo União Brasil. Ele é filho do ex-vereador Pedro Godinho, aliado do ex-prefeito ACM Neto e do atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, ambos do União Brasil. De acordo com Carballal, a mãe do magistrado ocuparia cargo na gestão municipal de Salvador, informação não confirmada pelo BN.

 

Ainda segundo o edil, o governo Bruno Reis vem criando uma crise institucional. “A admissibilidade [de projetos] tem que ocorrer pela CCJ, a CCJ que diz se pode prosseguir a tramitação. Se você paralisa as comissões, paralisa a Câmara e paralisa a cidade. […] Imagine que os vereadores foram ao MP [Ministério Público] contestar eleição que eles participaram, uma ação descabida. Como ele não pode nos derrotar na política, ele tenta derrotar em outros campos que não deveriam ser utilizados”, disparou.

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