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NO PERNAMBUCO, AÉCIO E DILMA DISPUTAM ESPÓLIO DE EDUARDO CAMPOS

Publicado em: 10/10/2014

Berço político do ex-governador Eduardo Campos, morto em um desastre aéreo em 13 de agosto, e terra natal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Pernambuco está no centro da disputa deste 2.º turno pelo Palácio do Planalto. Sétimo maior colégio eleitoral do Brasil e segundo do Nordeste, com 6,5 milhões de eleitores, o Estado é visto pelos tucanos como o caminho mais viável para reduzir a grande vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre Aécio Neves (PSDB) em uma das regiões mais populosas do País. A petista terminou o 1.º turno com 16,3 milhões dos votos nordestinos, o que a ajudou a ficar em primeiro lugar no quadro geral da votação realizada no domingo. Já o tucano teve 4,2 milhões de votos na região e Marina Silva (PSB), 6,4 milhões. Embora perca em número de eleitores para a Bahia (10 milhões) e fique muito próximo do Ceará (6,3 milhões), Pernambuco se transformou em palco privilegiado da disputa por ter dado 48% de seus votos a Marina, que está fora da corrida presidencial. Os 2,3 milhões de votos da candidata do PSB no Estado – mais que o dobro dos 904 mil obtidos pela ex-ministra em 2010 – tornaram-se cobiçados não só pelo volume, mas por serem os com maior potencial de transferência em seu espólio. Marina cresceu na terra de Campos em função da proximidade com o ex-governador e da estrutura partidária do PSB pernambucano. Esse simbolismo de Pernambuco faz lembrar a disputa por Ohio, na eleição presidencial dos Estados Unidos em 2004. O sistema eleitoral americano elege o ocupante da Casa Branca por meio de delegados estaduais – quem tem mais eleitores num determinado local leva todos os votos. Naquele ano, a campanha à reeleição do republicano George W. Bush enfrentava o democrata John Kerry em uma corrida acirrada. Ohio foi o Estado mais disputado e, de fato, foi decisivo no resultado final – no caso, para a recondução do republicano. Outra peculiaridade: nenhum candidato republicano conseguiu chegar à Casa Branca sem vencer em Ohio.

Pedro Venceslau e Ricardo Galhardo, Agência Estado

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