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SAMUEL CELESTINO: COLUNA A TARDE: AGORA, GUERREIRA POLÍTICA

Publicado em: 22/12/2013

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Para quem está apenas começando na atividade política, a ex-ministra Eliana Calmon saiu-se melhor do que o esperado no ato festivo que marcou o seu batismo, filiando-se ao PSB. Está, agora, candidata ao Senado pela Bahia, ao lado de Lídice da Mata, que tentará o governo, com a retaguarda guarnecida por Eduardo Campos, candidato a presidente, e Marina Silva, que embala o sonho da Rede Sustentabilidade. A Rede talvez seja mais conhecida do que as legendas oficializadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Eliana falou sobre uma “nova política” e parece pronta para “conhecer o chão da Bahia”, que seria ou será o seu primeiro objetivo antes das urnas, como disse em seu discurso, no qual usou frases de efeito, com conotação política para arrancar aplausos, além de criticar quem está no poder, especialmente a presidente Dilma Rousseff. O PSB baiano está pronto para a campanha, embora não seja ainda época de acontecer, mas tem acontecido desde que Lula precipitou o lançamento da presidente à reeleição.

Dilma está fechando o seu terceiro ano de mandato praticamente em campanha aberta, em visitas aos estados e praticando atos próprios de quem está com o pé na estrada, mudando o mandamento democrático e constitucional segundo o qual “o poder emana do povo”. O que se observa não é bem assim. É mais correto entender que “o poder emana do Poder”, e esquecer o ditado segundo o qual “há a hora de plantar e a hora de colher”. Na “velha política” – presumo que a nova candidata ao Senado assim pense – a colheita se faz antes que se tenha plantado. Enquanto não houver uma reforma política profunda não há como mudar este processo de adiantar os fatos, sem aguardar o tempo que a legislação determina para a realização das campanhas políticas.

Como o PSB baiano abandonou a base política do governador Jaques Wagner para seguir seu próprio caminho, não é possível compreendê-lo ainda como oposição. Está num campo intermediário. O PT lançou Rui Costa como candidato situacionista e a dita oposição não sabe ainda com que roupa vai disputar a eleição, porque até agora é uma incógnita difícil de decifrar. Fica na dependência do tempo, na medida em que seus integrantes acabaram por pactuar que os seus candidatos serão apresentados ao público após as cinzas da quarta-feira subsequente ao carnaval. De certo modo, vão ficar discutindo, ou adivinhando, enquanto o PT e o PSB já colocaram os seus blocos na rua.

Ambos, PT e PSB, têm em comum o fato de não terem ainda escolhido o candidato a vice-governador e os suplentes do Senado. A guerra no PT para o cargo está aberta com o deputado presidente da Assembleia Legislativa com seu estandarte desfraldado. Nilo é um político de notável persistência, posto que foi mudando de posição. Era candidato ao governo. Escolhido Rui Costa pensou no Senado, mas como Otto Alencar se decidiu pela sua candidatura de há muito, restou-lhe a vice-governança. Wagner agora está observando a disputa pelo cargo. Tem habilidade suficiente para saber em que hora se manifesta, tal como fez com o candidato ao governo que antecipou a divulgação em dois dias, para que não houvesse problemas maiores no seu PT. De fato, conseguiu impactar com esta esgrima de precipitar a escolha ou a decisão com um xeque-mate à altura de quem sabe fazer a hora. O PT e o PSB esperam agora pela decisão do PSDB, PMDB e DEM para, então, avaliar todo o cenário da eleição de 2014.

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IMBASSAHY NA LIDERANÇA

O trabalho que o deputado Antônio Imbassahy vem realizando no tucanato federal lhe valeu a liderança do partido que agora está à frente para comandar no ano eleitoral que chega. De há muito o deputado vem se infiltrando, sem trompassos ou atropelos, ganhando espaços que ele próprio criou.

Chegou a líder de forma curiosa e inesperada. Dois candidatos ao posto se apresentaram, gerando as dificuldades naturais para a escolha. Resolveu-se então, colocar um terceiro nome e Imbassahy foi convidado para tal. Os deputados tucanos fizeram uma escolha por aclamação para ficar mais fácil. E por aclamação Antônio Imbassahy, que não estava no páreo, foi escolhido por unanimidade.

* Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde deste domingo (22).

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