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RUI COSTA É CONSAGRADO CANDIDATO AO GOVERNO POR LULA,DILMA, WAGNER E MILHÕES DE BAIANOS

Publicado em: 27/6/2014

Foto: Divulgação- Por JOSÉ CARLOS TEIXEIRA/Bahia Toda Hora

Como esperado, a festa da convenção do PT que oficializou a candidatura de Rui Costa a governador da Bahia, João Leão (PP) a vice e Otto Alencar (PSD) a senador, na manhã desta sexta-feira (27), em Salvador, animou candidatos, dirigentes partidários e militantes dos partidos que integram a aliança governista.

Um exagerado otimismo, comum à maioria das convenções de lançamento de candidaturas competitivas, tomou conta dos que estiveram no Parque de Exposições, onde o evento foi realizado.

A convenção foi pensada para ser o marco da largada da campanha do candidato petista, cujas intenções de voto, na última pesquisa conhecida – a do Ibope, divulgada no dia 27 passado –, somavam apenas 9%, contra 11% de Lídice da Mata (PSB) e 40% de Paulo Souto (DEM).

Além da escolha de um espaço bastante amplo – onde shows musicais costumam reunir até 50 mil pessoas – os petistas mobilizaram todos os seus diretórios municipais que enviaram caravanas para participar da festa, que teve ainda as presenças da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jaques Wagner.

Cálculo difícil – O evento reuniu milhares de pessoas – o cálculo ficou difícil porque os participantes se espalharam por diversas áreas do parque, mas em seu discurso Rui Costa falou em 15 mil pessoas, embora os mais exagerados falassem em mais de 20 mil.

De todo modo, o número de participantes foi maior que o registrado na convenção de Paulo Souto (DEM), principal opositor de Rui, realizada no último dia 19, no espaço de eventos Unique, que tem capacidade para cerca de 1.200 pessoas.

“Já somos os campeões de convenções”, exultou o governador Jaques Wagner em seu discurso. Entusiasmado, ele garantiu que essa foi a maior convenção de lançamento de candidatura realizada na Bahia. “Essa é mais uma diferença entre nós e eles”, salientou Rui Costa, em seu discurso, estabelecendo o comparativo com a convenção do adversário.

Amor e lágrimas – Num longo discurso, com direito a lágrimas (quando se referiu à própria mãe, já falecida) – e a declaração de amor (“Eu te amo muito”, disse, ao chamar a esposa, Aline, e as duas filhas para a frente do palco), Rui Costa fez um balanço das realizações dos sete anos e meio do governo Wagner e garantiu estar preparado para fazer comparações com os oito anos do governo de Paulo Souto.

O candidato petista lembrou sua infância numa família pobre – a mãe era doceira e o pai, metalúrgico – no bairro da Liberdade, na capital baiana, e disse, confiante, que no próximo dia 1º de janeiro que vai sentar-se na cadeira de governador da Bahia é “alguém que, na infância, era acordado pelos pais, sempre que estava chovendo, pois havia o risco de desabamento da encosta onde a casa se situava.

Rui Costa, a exemplo de Lula, também acusou a elite de ficar difundindo ódio pela internet. Segundo ele, a reação ao governo do PT parte de uma classe média que não aceita o fato de porteiros e empregados domésticos agora também possuírem carro e viajarem de avião. “Essas pessoas se parecem com aquelas que não aceitavam o fim da escravatura”, comparou.

 

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