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PT DISPUTA EM MAIS ESTADOS E AMPLIA PALANQUE ELETRÔNICO

Publicado em: 23/6/2014

por Daniel Bramatti e Pedro Venceslau

PT disputa em mais Estados e amplia palanque eletrônico

Foto: Reprodução / Propaganda eleitoral

Além de dominar o horário eleitoral da campanha presidencial, o PT vai expandir sua presença na propaganda de rádio e televisão dos candidatos a governador – o que pode ampliar mais a presença da presidente Dilma Rousseff no chamado palanque eletrônico. Neste ano, o partido vai lançar candidato próprio a governador em pelo menos 16 Estados – seis a mais do que na eleição de 2010, quando deu mais importância a alianças com o PMDB e outros partidos. A expansão dos palanques estaduais petistas ganha mais peso quando se considera o tamanho dos Estados envolvidos. Neste ano, haverá candidatos próprios nos seis maiores colégios eleitorais do País – São Paulo, Rio, Minas, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná – , onde estão 60% dos eleitores do País. Em 2010, o PT não apresentou candidato próprio em três desses Estados: Rio, Minas e Paraná. Descontando-se o eleitorado dos Estados onde o PT concorreu em 2010 e não terá candidatos em 2014 (Pará e Sergipe), o partido terá uma “plateia” potencial de quase 37 milhões de eleitores a mais do que há quatro anos – aumento de cerca de 30%. Dilma pode ser beneficiada indiretamente porque os candidatos petistas costumam fazer campanhas casadas para os governos estaduais e para a Presidência. Em 2010, a então candidata aparecia frequentemente no horário eleitoral dos concorrentes a governador e ao lado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os petistas também usaram a propaganda estadual para promover e se associar a programas federais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Neste ano, é provável que o mesmo ocorra em relação ao Mais Médicos, que expandiu o atendimento de saúde em quase 60% dos municípios do País. Alexandre Padilha, ministro da Saúde na época de lançamento do programa, será o candidato do PT ao governo paulista. A “invasão” dos programas estaduais não é ilegal. A Lei Eleitoral permite que os candidatos a governador exibam até presidenciáveis de outros partidos, desde que suas respectivas legendas estejam coligadas em nível nacional.

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