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O PLANO “B” DO DEM PARA DISPUTATAR O GOVERNO É “ALELÚIA”

Publicado em: 17/12/2013

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Como era de se esperar, o DEM também concebeu um plano B para o caso de Paulo Souto não aceitar disputar o governo no ano que vem. Trata-se de recurso extremo que seria colocado em prática a menos que o super plano A, que significa o anúncio da candidatura do ex-governador depois do Carnaval, dê para trás por algum motivo situado entre um desejo irrevogável do próprio Souto de não concorrer e uma reviravolta na economia interna do partido que o impeça de disputar a sucessão do governador Jaques Wagner (PT).

O plano B do DEM atende pelo nome de José Carlos Aleluia, atual secretário municipal de Transportes, cujo desejo de concorrer ao seu primeiro cargo majoritário pelo partido é apoiado sem ansiedade em amplos por setores da agremiação. Por enquanto, todo mundo no DEM acredita que, passada a festa momesca, Souto vai procurar o momento mais adequado para convidar a imprensa e confirmar que aceitou o apelo de seu partido, oriundo tanto do plano nacional quanto de suas bases locais, para disputar mais uma vez o governo.

A concepção do plano B do Democratas parte da premissa de que não há espírito santo nem Orixá na Bahia que faça ACM Neto descer de seus cuidados no Palácio Thomé de Souza para se aventurar por ora com uma candidatura ao governo. O prefeito vive o seu melhor momento político com a população da capital, que aprova as primeiras pequenas intervenções que promove na cidade depois de um conjunto de medidas que visaram organizar as finanças da Prefeitura e incluíram um aumento significativo no IPTU, a bem da verdade, de impacto ainda não avaliado.

Mas é fato que, embora a articulação política do governo Jaques Wagner ainda avalie que Neto possa sair candidato no ano que vem, razão porque, na avaliação dos ‘pensadores’ governistas, teria também se empenhado pela prorrogação do prazo da definição do candidato oposicionista, o DEM não trabalha hoje com o nome de Neto para a corrida sucessória. A hipótese que se cogita privada e publicamente é a de Souto, que só não será candidato se não quiser, caso em que surgiria então, em forma de plano B, a candidatura de Aleluia.

Há um motivo para o Democratas pensar assim. O partido acha que, no momento em que possui o controle político da capital baiana e o da Prefeitura de Feira de Santana, a primeira e a segunda mais importantes administrações municipais do Estado, não faz sentido abrir mão para nenhum outro partido, por mais parceiro que seja, do direito de encabeçar a chapa que disputará o governo em 2014, mesmo que seu candidato não esteja liderando as pesquisas de intenção de voto, como estão Souto, que pode ser, e ACM Neto, que deve não ser.

O problema é justamente ajustar a iniciativa com seus dois mais importantes aliados, o PSDB e o PMDB, sem que a decisão comprometa a unidade num momento em que as oposições acreditam que reúnem chances reais de bater a candidatura governista. Teria o DEM capacidade de impor um candidato alternativo a Souto frente ao dos tucanos e ao dos peemedebistas? Pode ser que não. Mas quem tem o prefeito de Salvador e o de Feira de Santana, José Ronaldo, ambos em situação de popularidade crescente, pode se dar ao luxo, seguramente, de conceber mais de um plano para a sucessão.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia.

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