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Médicos de Barreiras participam do Dia Nacional de Paralisação e Protesto

Publicado em: 24/7/2013

Texto e foto Eduardo Lena/Nova Fronteira
No dia em que ocorre paralisação nacional nos atendimentos da rede pública e privada, incluindo os planos de saúde, exceto as urgências e emergências, os médicos de Barreiras se reuniram em frente a sede da Delegacia Regional do Cremeb e também resolveram se mobilizar e protestar contra as recentes medidas do governo federal, que não resolvem o problema da desassistência médica à população e ameaçam, ainda mais, a qualidade do atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com Dr. Paulo Henrique Costa de Souza, delegado regional do Cremeb em Barreiras, a mobilização nacional está ocorrendo em virtude da Medida Provisória que o Governo Federal enviou para o Congresso, que em vez de melhorar, vai piorar a saúde. “Não vai resolver aumentar o curso de medicina em mais dois anos e colocar o acadêmico para atender como se fosse um médico”, reclamou Dr.Paulo Henrique, enfatizando que isso é exercício ilegal da profissão.

Outra medida criticada pela categoria é a contratação de médicos do exterior sem a devida revalidação do diploma. “Se um médico brasileiro quiser trabalhar em outro país terá que revalidar seu diploma e seguir as normas e as leis daqueles países”, afirmou o delegado regional do Cremeb, questionando porque no Brasil não pode ser diferente. “Não somos contra a vinda de médicos de outros países, porém todos os diplomas devem ser revalidados com critérios claros e rigorosos, como ocorre nos países deles e como manda a lei brasileira.

Concurso público para médicos nas esferas municipais, estaduais e federal é outra antiga reivindicação da categoria, bem como o aumento de recursos com destinação de 10% da Receita Corrente do país para a saúde.

Sobre a interiorização da saúde, o delegado do Cremeb cobra um plano de carreira para as diversas áreas da medicina. “Não se faz saúde só com médicos. É preciso um suporte através de concursos públicos para a efetivação de dentistas, bioquímicos, enfermeiros, fisioterapeutas, enfim, uma rede de profissionais, como carreira de estado, assim como acontece com Juízes e Promotores”, comentou Dr. Paulo, alegando que não existe falta de médicos no Brasil, mas sim uma má distribuição por falta de condições de trabalho em municípios de menor porte. “Os médicos não encontram as mínimas condições de trabalho nessas comunidades. É inadmissível que o médico não tenha suporte laboratorial e de equipamentos a exemplo de raios X para efetuar um diagnóstico preciso. O médico não pode dar um diagnóstico por adivinhação. Para piorar, é comum os profissionais médicos ficarem reféns dos prefeitos, que constantemente atrasam o pagamento do salário”, concluiu Dr. Paulo Henrique.

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