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LÚCIO GARANTE QUE VAI MANTER COBRANÇA POR CPI DA PETROBRAS ‘SOU CONTRA’, DIZ VACAREZZA

Publicado em: 13/8/2013

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O seminário sobre economia que o PMDB fará nesta terça-feira (13), em Brasília, vai servir também para os integrantes da legenda discutirem as denúncias do final de semana, feitas pela revista Época, sobre um suposto esquema de propina, que teria partido de um lobista e ex-diretor da Petrobras. João Augusto Henriques revelou que repassava parte da verba de assinaturas de contratos para deputados federais, dinheiro que também teria sido usado na campanha da presidente Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao Bahia Notícias, o vice-líder do PMDB na Câmara, Lúcio Vieira Lima, garantiu que vai manter a cobrança pela instalação da CPI da Petrobras, apesar de o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ter tomado uma medida que pode inviabilizar a Comissão Parlamentar Inquérito. Ele criou duas CPIs nesta segunda-feira (12) – Ecad e Tráfico de Crianças – sendo que a Casa pode ter apenas cinco simultâneas. A intenção de Alves é criar a quinta, para investigar fraudes no Tribunal Regional do Trabalho, até quinta (15). Lúcio afirmou que o presidente agiu como manda o cargo, mas terá que responder por isso. “Eu vou cobrar, o partido vai cobrar. Isso [instalar CPIs] é uma prerrogativa dele, que é presidente da Casa e não pode agir como membro do PMDB. Mas ele é responsável pelas consequências. Se vai dar desgaste, ele tem que arcar. Cabe a mim cobrar”, alertou.

O deputado adiantou que o PMDB vai cobrar que 30 deputados federais da legenda assinem o requerimento. “São necessárias 171 assinaturas, mas já foram apresentadas e conferidas, há dois meses, 190. Temos 50 até agora [deputados do PMDB]. Queremos que os 80 do PMDB assinem. Estive em contato com muitos deputados e estão todos aporrinhados, querendo que se apure e se puna os culpados. Até agora, a única denúncia concreta é de que o lobista cometeu um crime, pois reconheceu que pegou dinheiro público. Tem que devolver e ser preso, porque ele é réu confesso. O resto é denúncia, de que dava dinheiro a fulano ou cicrano”, afirmou Lúcio. Por outro lado, o deputado federal Cândido Vacarezza (PT-SP), afirmou – mais de uma vez – ser contra a CPI. “O governo federal tem seus meios de fiscalização. Todas as denúncias a Petrobras explicou. A CPI é um instrumento da oposição legitimo, mas vamos discutir isso [a criação]”, resumiu o petista, que não revelou se a fiscalização do governo sabia do suposto esquema na Petrobras.

por Sandro Freitas

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