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LAVA JATO: MARIO NEGROMONTE DEFENDE O IRMÃO

Publicado em: 17/11/2014
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por Hieros Vasconcelos Rego-Tribuna da Bahia

Acionada pela Policia Federal, a Interpol tenta localizar Adarico Negromonte Filho, 70 anos, irmão do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios e ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP).

A busca por Adarico faz parte da sétima fase da operação Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira. Ele teve o apartamento, em São Paulo, invadido por agentes para buscas por ser acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa.

A operação apura os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de dívidas em nível nacional e atribui a Adarico ser subordinado do doleiro Alberto Youssef.

O irmão de Mário Negromonte transportava o dinheiro de Youssef dentro de malas para, segundo a PF, dar mais agilidade à lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, o esquema pode ter movimento até R$ 10 bilhões e pode envolver pelo menos 40 parlamentares do Congresso Nacional, além de empresas como a Transpetro, braço logístico da Petrobras, Camargo Correa e a OAS.

As empresas repassavam parte dos lucros para as operadoras do esquema. E estes lucros serviam como propinas para partidos políticos e dirigentes da Petrobras, cujo ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa cumpre pena de prisão domiciliar e acordou delação premiada com a Justiça.

Ainda na sexta, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o baiano Ricardo Pessoa, proprietário da empresa UTC/Cotran, foram presos. Até o momento, os investigados que não foram localizados estão com os nomes inscritos no sistema de procurados e impedidos de deixar o país.

Além do irmão de Mário Negromonte, entra na lista o lobista Fernando Baiano, citado como agente do PMDB no esquema criminoso.

Em contato com a Tribuna, o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Mário Negromonte, rechaçou qualquer tentativa de envolvê-lo com o esquema e saiu na defesa do irmão, “até que existam provas concretas que o culpem pelo envolvimento na atividade criminosa”. Adarico, irmão dele, teve a prisão decretada, gerando ilações que acabaram respingando no conselheiro.

“Em nenhum jornal meu nome está no meio. Porque se meu irmão fosse uma pessoa qualquer, de sobrenome Silva, eu jamais apareceria nisso, não é?”, disse. Negromonte preferiu não assumir, mas disse que a tentativa de envolver seu nome tem a ver com o jogo político arquitetado por adversários. “Temos adversários políticos, deputados no meio, enfim. É um jogo político…”, acrescentou.

Segundo Negromonte, ele só teve conhecimento do pedido de prisão do irmão e do envolvimento dele através da imprensa. “Até porque, todo esse tempo de investigação ele nunca foi chamado pra nada. Nem para fazer denúncia, nem para dar depoimento. Quando ele conheceu o líder do partido, conheceu comigo, quando às vezes ia me pegar no aeroporto e eu ia para o escritório em São Paulo. Muitas vezes o cara estava lá… Ele precisava se manter e ficou lá pelo escritório”, diz.

Questionado se acreditava na inocência do irmão, Negromonte não deu certeza: “Pelo que ele me disse, sim. Porque, olha, se a gente tá vendo desdobramentos de pessoas envolvidas como Paulo Roberto e outros que têm negócios e sociedade… tem que ter um critério. Não existem telefonemas, não existe conta com dinheiro lá fora, não tem sociedade, nada disso. No entanto, o conselheiro é enfático no que diz respeito a se fazer justiça. “Se ele não cometeu nenhum crime, vai ter que comprovar que não cometeu. Estou surpreso porque ninguém sabe o motivo. Tem que mostrar a prova. Até agora não tenho notícias se pegou (o irmão) ou não. Eu tenho 11 irmãos, amo a todos. O que puder fazer vou fazer. Agora esse aí terá que mostrar que não cometeu nenhum crime e, se cometeu, vai ter que pagar. Mas estarei ao lado dele para dar apoio moral”, explicou.

Sobre as especulações de que seu nome poderia acabar envolvido no esquema, Mario Negromonte se disse tranquilo. “Eu posso dizer com maior tranquilidade do mundo. Meu partido prestou contas ao TCE, então, eu não tenho telefonemas, não tenho dinheiro em conta, negócios, nem associações. Acredito que ninguém dentro do partido tenha negócio com esse cara. Digo com tranquilidade. Conheci Paulo Roberto e nunca neguei. Uma coisa é conhecer, outra é ter negócio”, disse. “Estou triste porque, ter um irmão envolvido, ficamos tristes e preocupados. Mas estou tranquilo quanto a mim”.

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