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LAVA JATO DENUNCIA JOÃO CLAUDIO GENU POR PROPINA DE R$ 6 MILHÕES NA PETROBRAS

Publicado em: 24/6/2016

por Mateus Coutinho, Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo | Estadão Conteúd

Lava Jato denuncia João Claudio Genu por propina de R$ 6 milhões na Petrobras

Foto: STF
Procuradores da força-tarefa Lava Jato em Curitiba denunciaram o ex-assessor parlamentar do ex-deputado José Janene (ex-PP, morto em 2010) e ex-tesoureiro do Partido Progressista João Claudio Genu pelos crimes de formação de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo valores desviados do esquema de corrupção na Petrobrás. A força-tarefa aponta que ele teria recebido R$ 6 milhões do esquema, mesmo enquanto era julgado pelo STF no mensalão. Com isso, Genu que chegou a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, em 2012, mas nunca cumpriu a pena, pois a condenação para um de seus crimes prescreveu e ele acabou sendo absolvido de outro crime ao recorrer da sentença na Corte Suprema, pode virar réu na Lava Jato. Também foram denunciados Lucas Amorin Alves, Jayme Alves de Oliveira Filho, Rafael Ângulo Lopes e Carlos Rocha (“Ceará”) pela participação no esquema, além de Cláudia Gontijo Genu, esposa do ex-assessor parlamentar, pelo crime de lavagem de dinheiro. As investigações apontaram que Genu era um dos beneficiários e articuladores do esquema de desvio de recursos da estatal petrolífera, recebendo um porcentual fixo da propina destinada ao PP. De acordo com os procuradores, o ex-assessor permaneceu associado de forma estável e permanente à organização criminosa que vitimou a Petrobras pelo menos até a deflagração da Lava Jato em 17 de março de 2014. Como provas, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou planilhas de propina, depoimentos de diversos colaboradores, e-mails e conversas pelo aplicativo Whatsapp que demonstram a ingerência de Genu nos negócios do grupo criminoso, dentre outras evidências. Além disso, a partir dos registros da portaria dos escritórios de Alberto Youssef, os investigadores identificaram diversas visitas de João Claudio Genu ao doleiro entre 2011 e 2014. Ainda é imputado a Genu o crime de corrupção passiva por ter atuado com Paulo Roberto Costa, então diretor de abastecimento da Petrobras, para solicitação e aceitação de propina no valor de R$ 357.945.680.52 entre 2007 e 2012. Esse montante correspondia a 1% dos contratos celebrado entre a área de abastecimento da companhia e as empreiteiras Engevix, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Mendes Júnior e OAS.

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