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JORNAL NOVOESTE APONTA ESQUEMA CRIMINOSO NO HOSPITAL DO OESTE-CONFIRA!

Publicado em: 12/11/2016
Extraído do Jornal Novoeste
A máfia do jaleco branco que assola o HO
Paciente prostrado numa maca nas dependência do HO à espera de uma operação

 

Será que existe mesmo alguma organização criminosa
incrustada no HO? Se existe ou não, oficialmente não se sabe. Mas o que será que acontece nas dependências daquela unidade? Como explicar os relatos de inúmeras famílias que já sofreram com casos, os mais diversos, em que perderam seus
entes queridos após serem internados no HO, segundo
eles sem explicação lógica?

Semanas atrás no Falando Francamente, programa da rádio Vale, sob o comando de Gerson Carioca, onde o mesmo e seu companheiro de estúdio, Nilton Santos, falaram sobre a situação crítica do Hospital do Oeste. Gerson veiculou um áudio de uma senhora pedindo para que sua mãe tivesse um melhor atendimento. Inclusive, que fosse internada na UTI já que tinha sofrido um AVC e que, da maneira como estava sendo tratada poderia morrer ou ficar à mercê de outras doenças.

No decorrer do relato foi denunciado que as pessoas teriam medo de ir para o hospital e que várias outras teriam dado entrada na unidade de saúde e saído de lá mortas. É um fato difícil de ser contestado, porém fica a pergunta: será que algum médico ou qualquer outro profissional que trabalha na unidade foi processado por causa de algum erro?

Não é correto culpar o HO pelos malfeitos que acontecem em suas dependências e sim, as pessoas com seus interesses que as deixam debilitadas. A instituição deve ser preservada, “ela fica e as pessoas se vão”. O HO é um patrimônio imensurável da população de Barreiras, região e até de estados vizinhos. O que precisa de denúncia são os interesses diversos que vão de encontro com seu bom funcionamento e os que se aproveitam de sua estrutura, tanto material como funcional.

A realidade de hoje é que, não só em Barreiras, mas no país inteiro a maioria dos médicos brasileiros é mercenária, só pensa em dinheiro. Há exceções, mas infelizmente são poucas. No Hospital do Oeste (HO), que é estadual, não é diferente, frequentemente se ouve denúncias que confirmam tal visão “mercantilista” por parte de profissionais que trabalham na unidade.

Longe de querer difamar, injuriar ou diminuir as Obras Sociais Irmã Dulce, órgão que administra desde 2006 o HO. Porém, fica difícil se calar diante do cenário em que se encontra hoje a instituição, a qual infringe em todos os sentidos sua a missão em “amar e servir aos mais pobres, oferecendo atendimento gratuito na saúde, educação e assistência social”.

As denúncias que chegam à redação do Novoeste, geralmente de pessoas que pedem para não ser identificadas, inclusive de quem não tem receio de se identificar, mas a mesma se reserva a resguardar seus nomes. Todas são de causar pavor. Pessoas estas, na sua maioria, humildes e cheias de indignação, geralmente familiares e amigos de pacientes que testemunharam casos verazes, mas devido à dificuldade de materializá-los não conseguem provas se houve erro médico ou outro ato irregular que tem ultimamente ocorrido na unidade de saúde.

Inclusive, um ex-funcionário que pediu para não ser identificado, confirmou que a realidade no interior da instituição é exatamente o que relatam familiares que já sofreram com a perda sem explicação evidente de seus entes queridos após serem internados na unidade. Afirmou ainda existir supostos interesses nas dependências da instituição que fazem dos pacientes objetos de negócios e de sua estrutura certas apropriações indevidas. “Quem convive o dia-a-dia do HO suspeita que ali exista alguém que decide quem vai ou não para a UTI; quem vai ser ou não operado nas dependências do HO; quem vai morrer ou não ao ser internado no HO. Agora, se são pessoas organizadas em grupo ou não, não sei afirmar com certeza”, denunciou.

Comércio glomerado entorno do HO, principalmente relacionado aos mortos.

Desde a implantação do HO, ao invés de se tornar um local onde as pessoas buscam com esperança e alegria a cura para suas doenças, tem se tornado praticamente num ambiente fúnebre. Não foi à toa que logo após sua inauguração foi pichado de Hospital do Óbito por causa do índice de mortalidade em suas dependências, o que consequentemente tenha causado o aglomerado em seu entorno comércios, principalmente relacionado aos mortos.

Novoeste Impresso, edição 511, de 24/07/2007

Naquela época, dentre as denúncias registradas no Novoeste Impresso, edição 511, de 24/07/2007, a que se destacava era a disputa ferrenha pelos mortos no interior da unidade por parte dos agentes funerários. Hoje, a denúncia ainda mais grave é a suposta existência de um grupo do “jaleco branco” que, em troca de vantagens financeiras, abrevia a morte de pessoas que se internam na unidade. O que não prova, mas deixam indícios suspeitos o denunciado pelos dois comunicadores supracitados ao anunciarem que pessoas, principalmente as mais idosas, teriam receio de se tratar no hospital com medo de não sair vivo. Inclusive, um caso foi ironizado pelo fato de familiares de um doente amarrá-lo para que pudesse levá-lo ao hospital.

Outra denúncia que nos arremete à reflexão “se o direito à saúde se insere na órbita dos direitos sociais constitucionalmente garantidos”, como é que pode um cidadão ao ser internado no hospital, logo após é encaminhado para clínicas particulares porque, segundo seus familiares, os médicos negam o atendimento na unidade porque alegam suas condições precárias, dentre elas equipamentos quebrados?

Paciente prostrado numa maca nas dependência do HO à espera de uma operação

Casos como os relacionados acima são incontáveis, o mais recente é o exemplo de um senhor, identificado como José Cândido Carvalho Santos, morador de Formosa do Rio Preto, oeste da Bahia, que se acidentou ao cair de uma torre de celular e precisa realizar uma cirurgia na vértebra. Ele está prostrado há mais de 20 dias num leito do HO esperando uma cirurgia e, segundo seus familiares, os médicos alegam que o hospital não tem condições de fazer o procedimento cirúrgico que precisa para sobreviver. Por outro lado, para desespero de seus familiares, no interior da própria instituição cobraram a quantia de R$ 20 mil para operá-lo numa clínica particular.

Outro caso chocante aconteceu no meado do ano quando um patriarca levou uma queda e machucou sua única perna. Largado nos corredores do HO sem um atendimento digno, depois de uns dias a perna começou a ficar roxa. Os familiares desesperados com medo do “velho” perder sua única perna, após receberem uma oferta de R$ 5 mil para operá-lo fora da unidade, com ajuda de pessoas solidárias e a venda do que não tinham, finalmente conseguiram operá-lo numa clínica particular.

São casos e casos iguais aos relatados, até piores. Agora, com relação aos equipamentos quebrados do HO, vale ressaltar que tais equipamentos e aparelhos existentes na unidade são iguais aos das clínicas e hospitais particulares de Barreiras e todos são consertados pelo mesmo técnico. Porém, quando ficam defeituosos, a exemplo dos que fazem ressonância magnética e tomografia ficam meses sem conserto. Porque será? É mais um fato que precisa ser esclarecido.

Após a decisão em pauta de que a matéria iria averiguar algumas queixas e denúncias destinadas à redação do Novoeste, surgiram outros casos que supostamente dariam conta de que existe no interior da maior unidade de saúde da região grupos de pessoas com interesses escusos e diversos se apropriando de sua estrutura para interesses profissionais e políticos. Além de alguns tipos de negócios ilícitos que envolvem vidas de pacientes.

Agora, cabem aos membros do Legislativo, representantes de entidades civis locais e outras autoridades o controle e a fiscalização dos atos da entidade. Igualmente, é obrigação dos promotores do Ministério Público da Bahia (MP/BA), com a autoridade que possuem agir com rigor na apuração das denúncias e, caso sejam comprovadas, façam com que os responsáveis sejam responsabilizados civil e criminalmente para que não saiam impunes.

Site do Hospital do Oeste

Dentre os valores que as Obras Sociais Irmã Dulce prega praticar, um deles está em falta que é a transparência pública com seus gastos e receitas. Pelo menos nada consta a respeito no portal do HO na internet (http://www.saude.ba.gov.br/ho/). Vale lembrar que, de acordo com as legislações que disciplinam a transparência pública, a unidade por ser uma entidade filantrópica privada, sem fins lucrativos deveria estar dando publicidade a seus atos com relação à aplicação dos recursos públicos que administra.

Finalizando, como é de praxe da editoria do Novoeste, a diretoria do HO foi procurada para rebater os casos expostos, o que de fato foi feito e está descrito logo abaixo. No entanto, já era certo que, devido à enorme complexidade do sistema, sua diretoria jamais iria confirmar a veracidade dos casos, apenas disse desconhecer. Por outro lado, é como foi dito no decorrer deste, se não há reclamação, denúncia ou qualquer processo judicial motivado por erro ou outro tipo de negligência médica, é sinal que nada existe de anormal, que a unidade funciona e trata seus clientes às mil maravilhas.

Porém, se verdadeiramente a diretoria do HO quiser saber a respeito de alguns casos relatados aqui pela redação do Novoeste, basta pesquisar pela cidade que ouvirá em detalhes inúmeros casos onde pessoas indignadas dirão que perderam familiares sem nunca terem tido uma explicação lógica.

Agora, se o HO, patrimônio imensurável dos barreirenses, precisa que os interesses alheios ao seu bom funcionamento sejam extirpados, é imprescindível que a população perca o medo e reaja. Calada e omissa se torna conivente com a situação exposta.

Por outro lado, vale questionar: será que algum cidadão conhece o telefone ou outro meio que possa se comunicar com a ouvidoria do HO? Certamente não! Portanto, de que adianta Ouvidoria se não há divulgação de seus meios, sem conhecê-los não tem como usá-los. Além disso, é preciso encorajar a população a criticar, sugerir, reclamar ou denunciar qualquer situação que considere anormal. Vale questionar que nem mesmo um telefone 0800 a Ouvidoria do HO disponibiliza publicamente, o que já estimulariam seus clientes a ligar de qualquer meio ou localidade para fazer seus reclames ou denúncias.

O governo do estado, o responsável pela funcionalidade do HO, deveria pelo menos aferir o sentimento da população a respeito da instituição. Além disso, de auditar os investimentos que a instituição recebe, além de uma sindicância que apure os interesses escuros que assola as dependências da instituição.

Íntegra da resposta do HO a respeito dos fatos

Em relação à recusa de atendimento de pacientes, ou mesmo o incentivo para que estes realizem procedimentos fora da unidade, à informação não procede, o Hospital do Oeste desconhece esse tipo de situação.

No que se refere à relação entre colaboradores e funerárias, o Hospital do Oeste repudia esse tipo de situação e deixa claro que em toda a sua história, nunca se deparou com relatos dessa natureza dentro da unidade.

Em tempo, o Hospital do Oeste, por meio de sua ouvidoria, se coloca à disposição de pacientes, acompanhantes e comunidade para a apuração de qualquer situação que estes considerem inadequada.


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P.S.: Logo após o fechamento desta, chegou à informação de que depois de permanecer prostrado cerca de vinte e cinco dias, numa maca, nas dependências da unidade, finalmente, José Cândido Carvalho Santos foi operado. Isto, graças à pressão de ameaças de denunciar ao Ministério Público, influência política e, principalmente, à família que conseguiu, com a ajuda de amigos e colaboradores, o valor de R$ 700 (como mostra a nota fiscal acima) para pagar no setor particular os exames de risco cirúrgico e eletrocardiograma. Exames estes, que segundo a família o HO se negou a realizá-los alegando a precariedade da unidade.

Vale informar que os contatos da Ouvidoria do HO divulgados no site da instituição são: 3611-9440 e e-mail:ouvidoria.ho@irmadulce.org.br.

Por Tenório de Souza/Demétrius Macedo
Da Redação

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