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Igreja da Ascensão do Senhor é tombada como Patrimônio Cultural de Salvador

Publicado em: 18/12/2020
Igreja da Ascensão do Senhor é tombada como Patrimônio Cultural de Salvador

Foto: Arley Prates / Divulgação

Localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na capital baiana, a Igreja da Ascensão do Senhor foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Salvador. O Decreto Nº33.293 de 10 de dezembro de 2020, aprovando o tombamento, foi publicado no Diário Oficial do Município, nesta quinta-feira (17).

 

O processo de tombamento foi aberto em 24 de julho de 2017, por meio de abaixo-assinado das entidades responsáveis, que entre os motivos para o reconhecimento elencaram o fato de que a igreja reserva aspectos arquitetônicos singulares, resguardando valores históricos relevantes para o Movimento Moderno, além do seu valor artístico e paisagístico significativo.

 

Planejado pelo arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé, o projeto teve como fonte de inspiração templos já existentes e na arquitetura colonial, especialmente nas fortificações. Inaugurado em 7 de março de 1975, o edifício tem em sua composição: nave composta por 12 peças estruturais de concreto armado constituídas por fundações, pilares, capiteis e lajes de cobertura, que  foram denominadas como “pétalas” por Lelé. Fazem parte ainda da igreja o batistério, Capela do Santíssimo e residência dos padres.

 

O projeto contou com colaboração de nomes como Dimitri Tavares Vila Nova, Jacó Sanowicz, José Luiz Menezes, Kristian Schiell, Marco Antônio Pinheiro, Oswaldo Cintra de Carvalho e Rubens Lara Arruda.Roberto Vitorino. Além disso, o painel que delimita o santuário da nave é assinado por Athos Bulcão.

 

“É uma notícia que enche o coração da comunidade de alegria. Essa igreja nasceu da visão pastoral do Cardeal Brandao Vilella que, ao solicitar a construção de uma capela para os funcionários do CAB ao governador ACM, não imaginava que estava surgindo, pelo traço do arquiteto João Gama Figueiras Lima, o Lelé, uma obra prima da fé e da arte, com chave modernista, em nossa cidade”, avaliou o padre Manoel de Oliveira Filho, pároco da Igreja, que programou uma homenagem ao reconhecimento durante as missas de domingo (20). Para acompanhar presencialmente, os interessados devem agendar pelo site www.ascensaodosenhor.org.br.

 

Para Milena Tavares, Diretora de Patrimônio e Humanidades da FGM, o templo “merece proteção e reconhecimento enquanto exemplar representativo da arquitetura moderna na Bahia, alcançando também destaque enquanto elemento representativo da obra de Lelé. Integrado integralmente à paisagem bucólica, resguarda simplicidade e leveza nas suas linhas, destituídas de elementos decorativos, inspirando espiritualidade nos ambientes que a conforma e fortalecendo a percepção do seu caráter singular’’.

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