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DEU NO JORNAL NOVA FRONTEIRA:PAI E FILHA QUE SOBREVIVERAM A GRAVE ACIDENTE EM BARREIRAS SÃO TRANSFERIDOS EM UTI AÉRIA PARA BRASÍLIA

Publicado em: 09/2/2013

20130209110429UTI2Texto e retratos Eduardo Lena

Foi transferida na manhã de hoje, 09, num helicóptero do Corpo de Bombeiros do DF dotado de equipamentos de uma UTI aérea, a pequena Maíra Guedes de Araújo, 04 anos. A criança estava internada na UTI Pediátrica do Hospital do Oeste, após se envolver juntamente com familiares num grave acidente em que morreram quatro pessoas. Além de Maíra, o pai dela, Daniel Ribeiro de Araújo, 35 anos, também foi transferido para Brasília noutra UTI aérea. Os dois foram encaminhados para o Hospital de Base na capital federal.

O acidente envolveu dois carros de passeio, uma caminhonete Frontier e um caminhão baú e ocorreu na BR 020/242, nas proximidades do Povoado KM 30, município de Barreiras, Oeste da Bahia.

De acordo com informações, Daniel Ribeiro de Araújo, motorista de um Sentra Nissan, seguia em comboio com outro veículo sentido Barreiras/Brasília, quando forçou uma ultrapassagem em local proibido e se defrontou com uma Frontier Nissan, conduzida por Diego dos Reis Sabatino, morador de Luís Eduardo Magalhães.

Morreram no acidente Mariana Guedes de Araújo, 28 anos, Júlia Guedes de Araújo, seis meses, Diogenes Matheus, 16 anos (ocupantes de um Sentra Nissan) e Diego Reis Sabatino, 39 anos (motorista da Frontier).

Encontros e desencontros – O helicóptero do Corpo de Bombeiros de Brasília pousou por volta das 16h de ontem, 08, no campo de futebol do Estádio Municipal Geraldão devido o Hospital do Oeste não possuir um heliporto. E esse não foi o único desencontro que fez com que o transporte da criança fosse adiado para o dia de hoje.

Assim que pousaram no estádio Geraldão, a equipe médica de Brasília ligou para o Corpo de Bombeiros de Barreiras pedindo auxílio através da sessão de uma ambulância UTI para transportar a criança do HO para o estádio. Os bombeiros informaram que não tinham esse tipo de equipamento. Posteriormente os médicos da UTI aérea ligaram para o HO e também receberam a negativa, sob a alegação de que o hospital também não tinha esse tipo de equipamento disponível. Em seguida o Samu de Barreiras foi acionado e, por erro de comunicação, o responsável pelo Samu de Barreiras alegou que não iria disponibilizar a ambulância por se tratar de um transporte privado.

Somente após a participação efetiva de Policiais Militares, que foram até o estádio saber o porquê daquele helicóptero na cidade, é que a ambulância do Samu de Barreiras foi disponibilizada. Mas os desencontros não pararam por aí. Num primeiro momento ficou decidido que enquanto a equipe médica de Brasília iria até o HO para iniciar o procedimento de transferência da paciente, o helicóptero rumaria sentido aeroporto de Barreiras para abastecer e aguardar a ambulância, de onde rumaria para o Distrito Federal. Novamente os planos foram mudados, uma vez que a empresa que abastece as aeronaves no aeroporto Regional de Barreiras é da Shell e os bombeiros têm contrato com a Petrobrás. Combustível da Petrobrás somente no aeroporto da Associação Barreirense Aerodesportiva (ABA) e para lá deveria rumar o helicóptero e a ambulância com a paciente. Tudo estaria resolvido se não existisse mais um empecilho – a interdição da ponte da Prainha.

Segundo Capitão Lira, piloto do helicóptero, apesar dos desencontros, o que foi levado em conta para que a operação fosse abortada, é a segurança da viagem e da paciente. Como o tempo para levantar voo estava se esgotando, e a saúde da criança, embora internada na UTI, estava estável, foi decidido adiar o transporte da paciente para a manhã de hoje.

Desabafo – Quem fez um desabafo com a imprensa que acompanhava a transferência da pequena Maíra para Brasília, foi o Ten. Cel. Lucas, policial militar dos Bombeiros do Distrito Federal, responsável pelo voo. “É inadmissível que um hospital regional como o de Barreiras, não tenha um heliporto para receber helicópteros UTI’s como o nosso. Essa aeronave custa mais de 15 milhões de reais e teve que ficar aqui no meio do campo durante toda a noite. Se tivesse um heliporto no HO, a aeronave ficaria mais segura. Nossa equipe ficou revezando durante toda a noite para que nenhum curioso se aproximasse do helicóptero. A PM de Barreiras também auxiliou circulando nas proximidades do estádio, para evitar qualquer tipo de aproximação.

Fonte:www.jornalnovafronteira.com.br

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