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ASCENSÃO ECONÔMICA DOS MAIS POBRES INCOMODA PARTE DA ELITE BRASILEIRA

Publicado em: 20/9/2013

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A oposição ao governo do PT conta com forte apoio de parte da elite do Brasil. Uma elite que se sente desconfortável com a revolução social que houve no país nesta última década, com a inclusão de milhões de brasileiros e a perda do que antes era privilégio só de uma fatia pequena da sociedade.

Uma reportagem publicada no portal iG, com dados do Data Popular, ilustra bem esse cenário e o preconceito contra as classes mais baixas e sua ascensão econômico-social. O título da matéria é “Ricos perdem exclusividade e reclamam da classe emergente”.

O texto recorre à polêmica gerada nas redes sociais pelo lançamento, na última semana, do iPhone 5C, a versão mais barata de seu telefone: “Com a Apple dedicando esforços à popularização de seus produtos, houve quem reclamasse que os smartphones da marca, antes restritos a uma minoria privilegiada, virariam ‘coisa de pobre’”.

“A questão não é a qualidade do produto ou do serviço, mas o status que o uso dessas ferramentas agrega. O fato é que as classes mais altas andam muito incomodadas com o enriquecimento dos chamados emergentes, principalmente porque sentem o peso da perda da ‘exclusividade’”, diz a reportagem,

“Não tenho dúvidas que é a perda da exclusividade que está incomodando esses consumidores”, afirma de Renato Meirelles, presidente do Data Popular, consultoria de pesquisas especializada nas classes emergentes.

Entre 2010 e 2011, segundo dados da pesquisa O Observador , a renda média disponível para as classes C e D aumentou 50%. A renda dos mais pobres cresceu três vezes mais que a renda dos mais ricos nos últimos dez anos.

A maior parte do que era acessível apenas a alguns privilegiados já está ao alcance dos emergentes, diz Meirelles. “Hoje é comum, por exemplo, empregada e patroa usarem o mesmo perfume. O exclusivo está cada vez mais democrático”, explica.

Num congresso da semana passada, o Data Popular exibiu um vídeo em que apresentava entrevistas de cidadãos comuns – de classes A e B – falando sobre o “incômodo” que a popularização dos serviços provocava no seu dia a dia. ”Incomoda ver como as pessoas entram nos aviões carregando coisas absurdas”, diz uma senhora. “Empresas como a CVC acabaram como a nossa boa vida. Viajar de avião não é mais classe A”, afirmou outro rapaz.
A reportagem diz que esse grupo, no entanto, muitas vezes ignora que boa parte desses emergentes de fato já são mais ricos que eles. Meirelles destaca que 44% das pessoas que compõe as classes A e B são os primeiros ricos da família.

“São pessoas com histórico de classe C, com jeito de pensar de classe C, mas que têm renda muitas vezes até maior que o ‘rico’ que reclama”, diz.
A matéria explica que é no histórico que mora a principal diferença. Enquanto no passado o novo rico costumava esconder sua origem, hoje ele se orgulha de sua trajetória e já não tem mais as classes A e B como referência inconteste.

“Quem acha que a aspiração da classe C é ser classe A está enganado”, afirma Meirelles ressaltando que a lógica social das duas classes são inversas. “Enquanto a classe C trabalha na lógica da inclusão, a elite trabalha na lógica exclusividade. Os mais ricos esperavam que esse novo público os tivesse como exemplo de comportamento, mas isso não aconteceu.”

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