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ALIADOS ADMITEM QUE PREFERÊNCIA É DO PT NA INDICAÇÃO DE WAGNER PARA 2014

Publicado em: 22/9/2013

Sucessão 1 -2014
Embora reconheçam a legitimidade da pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), ao governo da Bahia, nas eleições estaduais de 2014, líderes de partidos da base aliada ao governador Jaques Wagner (PT) destacam a preferência do Partido dos Trabalhadores em liderar a cabeça de chapa. Dirigentes de siglas que apoiaram a reeleição ao quarto mandato de Nilo, no comando da Casa Parlamentar, responderam a declaração do pedetista de que eles teriam predileção pela sua postulação a um nome do PT.

Líder do PSD, segunda maior bancada da AL, Otto Alencar negou que tivesse preferência em meio aos nomes da base, colocados para o Palácio de Ondina. “Não faço acepção de ninguém, não incluo e nem excluo ninguém. Todos estão qualificados, têm currículo e interesse legítimo de suceder o governador, mas o PT, por ter o governador, ter a presidente da República, ser o maior da base tem maior legitimidade”, afirmou. Otto ponderou que Nilo está fazendo o papel dele no processo. “Tem o trabalho dele, é respeitado, é aliado e tem demonstrado correção com o governador e o grupo, mas não vou escolher nem excluir nenhum candidato. Estou aguardando a decisão do comandante que é o governador”, disse o pessedista, cacifado entre um dos nomes para a sucessão.

Presidente estadual do PP, o deputado federal Mário Negromonte destacou a relação de amizade com Nilo, com quem já dividiu no passado as hostes tucanas, mas não quis colocar o nome do pedetista como prioritário. “Marcelo Nilo é um grande amigo, um grande político, que tenho uma admiração muito grande, mas o condutor desse processo é o governador Jaques Wagner. Se ele apontar que é Marcelo vou fazer campanha para ele com muita honra”. No entanto, o dirigente do PP frisou a naturalidade do PT ter a liderança. “O PT tem o governador, o maior numero de deputados estaduais, federais, vereadores e prefeitos. Tem toda a preferência. A gente sabe que o governador tem preferência maior pelo PT”, disse ele que já pleiteou espaço na chapa. “A preferência é pelo senado, mas o cavalo passando selado nós montamos”, acrescentou se referindo também a possibilidade de obter a vice.

PCdoB defende unidade da base
O discurso “criterioso” de importância da unidade foi usado pelo presidente estadual do PCdoB, deputado federal Daniel Almeida. “Nós temos por ele a mesma preferência que temos pelos outros seis a oito nomes citados. Reconhecemos a legitimidade, o PCdoB também pleiteia espaço na chapa apesar de não colocar nenhum nome ao governo, mas acho que deve haver muito mais interesse pela unidade. Nenhum tem força eleitoral para ganhar sozinho. Não temos veto a Nilo, mas não existe manifestação de preferência”, afirmou, frisando em seguida que “o PT tem mais argumento e mais força do qualquer outro”.

Recém-chegado na base estadual, o líder do PSC, Eliel Santana, foi o único que sinalizou uma suposta preferência por Nilo. O PT alega que é o maior partido, mas quando se faz a somatória dos outros partidos da base é maior. Não importa que seja do PT ou de outro, mas que seja aquele que mais agregue”, disse. Santana confessou que já conversou com Nilo sobre o assunto. “Marcelo é um homem que persegue o objetivo político e tem facilidade, pois sabe falar a língua do sertanejo, do homem do interior”, ressaltou. Seguindo a “lógica” já reiterada de que o PT tem a prioridade, o presidente estadual da sigla, Jonas Paulo minimizou a estratégia do dirigente da Assembleia.

Lílian Machado
Tribuna da Bahia

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