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EM CASO DE RENÚNCIA, ACM NETO TERÁ ‘VÁCUO’ DE MÍDIA DE QUATRO MESES ATÉ CONVENÇÕES

Publicado em: 13/3/2018

por Fernando Duarte

Em caso de renúncia, ACM Neto terá 'vácuo' de mídia de quatro meses até convenções

Foto: Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), ainda não decidiu, oficialmente, qual destino político vai adotar a partir de 7 de abril, data-limite para deixar o cargo caso venha a ser candidato ao governo da Bahia. O prazo atual, divulgado pelo próprio, é 16 de março, porém não necessariamente deve vir a público – como se fosse possível segurar ainda mais as tensões do grupo político da oposição ao governador Rui Costa (PT). São inúmeras questões que devem influenciar na decisão do prefeito e uma delas é diretamente ligada à imprensa e aos espaços midiáticos ocupados por ele. Entre 7 de abril e a convenção que oficializará a candidatura de ACM Neto ao governo – no universo hipotético da renúncia -, o prefeito terá um “vácuo” de quatro meses longe dos holofotes locais, enquanto Rui Costa continuará tendo amplo espaço na mídia por atos de governo. Se antes da corrida eleitoral regular o governador já inaugura até mesmo passarelas do sistema metroviário, entre abril e o início da campanha eleitoral vai haver uma overdose de Rui com holofotes concentrados nele. Esse “hiato” de ACM Neto poderia até ser suprido pela presidência nacional do DEM. Entretanto assuntos mais locais, como, por exemplo, críticas à própria condução do governo por Rui, teriam – ou deveriam ter – mais restrições na imprensa. O lugar de fala do prefeito passa a ser limitado a uma condição de pré-candidatura, pois existem pesos diferentes para um gestor e para um postulante a um cargo executivo – mesmo que esse candidato seja um prefeito que manteve bons índices de aprovação durante o período em que esteve no poder. A agenda da imprensa relacionada a Salvador tenderia a ser ocupada pelo possível prefeito, o vice Bruno Reis (PDMB), que ascenderia caso fosse confirmada a renúncia de ACM Neto. As pautas envolvendo o prefeito ficariam restritas ao campo político e às articulações partidárias, enquanto Rui teria mais tempo para “vender” a ideia de executor de projetos ou de “transformador” de Salvador, como as campanhas publicitárias tentam incutir na mente dos baianos – mesmo tom, inclusive, adotado por ACM Neto na capital baiana nos últimos meses. Lógico que o marketing político e a estrutura de assessoria por trás de ACM Neto faria malabarismo para manter os espaços que o prefeito detém na condição de chefe do Executivo soteropolitano. A imprensa, dentro dos cânones esperados dela, terá dificuldades para contornar as tensões envolvendo o grupo político da oposição e do governo, que lutarão com unhas e dentes por razões distintas: o lado de ACM Neto por mais espaço e o grupo de Rui para menos espaços para os adversários. A expectativa é que essas dúvidas sejam sanadas até o próximo dia 16. Em caso de adiamento da decisão de ACM Neto, algo improvável, o prazo máximo é 7 de abril. Até lá, as nuances do futuro do prefeito de Salvador serão especuladas por muitos analistas políticos. A maioria num exercício de clarividência.

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