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SÉRGIO MORO DEFENDE COAF NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA: ‘GUEDES NÃO QUER’

Publicado em: 02/5/2019

Sergio Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse nesta quarta-feira, 1º, à rádio Jovem Pan esperar que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) permaneça no Ministério da Justiça. Ele afirmou que o conselho estava “esquecido” no Ministério da Fazenda e garantiu que o ministro Paulo Guedes, da Economia, não quer o Coaf. “Guedes não quer o Coaf, ele tem uma série de preocupações, tem a reforma da Previdência. A tendência lá é ele (Coaf) ficar esquecido e na Justiça temos ele como essencial”, disse. O ministro também afirmou que quer o Congresso como “parceiro” na votação do projeto anticrime. Ele afirmou entender que o Legislativo “tem seu tempo”, mas frisou que gostaria que o texto fosse votado o mais rapidamente possível. “Claro que gostaríamos que isso fosse votado o mais breve possível, mas temos que respeitar. É um novo Congresso, assim como é um novo governo”, disse. Ele disse que é prematuro discutir desidratações “antes da hora do voto”. E minimizou o “ruído” sobre o recuo na criminalização do caixa dois, que será tratada em separado ao projeto de lei anticrime. “Quando foi apresentado (o projeto) gerou ruído porque alguns parlamentares ficaram incomodados que isso (caixa dois) fosse tratado junto com outros crimes violentos”, disse, completando: “Nunca se minimizou a gravidade do caixa dois. Minha posição sempre foi clara, que esses crimes são todos graves. Mas se o problema é tratar tudo junto, então a gente trata separado”. Sérgio Moro defendeu também que os ministérios da Justiça e da Segurança Pública continuem parte da mesma Pasta. Segundo ele, parte relevante das atribuições da segurança pública estão, na verdade, dentro do Ministério da Justiça e, por isso, separá-las geraria “um inconveniente”. O ministro disse ainda que é prematura a discussão sobre isentar fazendeiros que atirarem em invasores. O presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer nessa semana ser favorável a ampliar o perímetro em que o fazendeiro pode portar a arma e reagir à invasão. “É prematura essa discussão, não me sinto confortável em discutir esse assunto. Prefiro falar com o presidente”, disse. O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, defendeu em entrevista ao Estado a permanência do órgão no Ministério da Justiça, para onde foi transferido no início do ano, para não perder o “reforço” que ganhou nos últimos quatro meses. Para ele, um eventual retorno para o Ministério da Economia poderia prejudicar esse processo. Após a mudança, segundo ele, o número de funcionários aumentou de 37 para 56, foram ampliados em 25% os Relatórios de Inteligência Financeira produzidos pelo órgão (2.745) e em 27% as comunicações recebidas (1.209.676), em comparação com o mesmo período do ano passado.

Estadão

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