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Professora é agredida por aluna de 15 anos dentro de escola no interior do RS

Publicado em: 21/8/2015
Uma professora de 23 anos foi agredida por uma adolescente de 15 durante uma festa junina organizada em uma escola municipal do interior do Rio Grande do Sul. O caso aconteceu no último sábado (15).
 
De acordo com informações do site ‘Uol’, a professora de biologia Luciana Fernandes foi agredida com socos, chutes e tapas pela estudante e seus familiares dentro da Escola Municipal Padre Afonso Kist, na cidade de Parobé, distante a 78 km de Porto Alegre. 
 
O motivo da briga teria sido a implicância da adolescente com a professora. Segundo o ‘Uol’, a agressão aconteceu após Luciana pedir que a adolescente esperasse seu retorno para o fim de uma brincadeira. 
 
“Fiquei responsável pela cadeia, brincadeira típica de festas juninas. O valor da ‘fiança’ era de 50 centavos. Um menino pagou a fiança dele e da aluna. Ela queria sair. Então pedi para ela esperar enquanto eu buscava o troco. Foi quando ela tentou me agredir”, contou Luciana ao ‘Uol’.
 
Professores e alunos tentaram ajudar Luciana e impedir a agressão. Incomodada, a docente foi até a sala dos professores procurar a diretora da escola, mas foi surpreendida pela aluna e duas irmãs maiores de idade – uma delas grávida.
 
“Como ela não conseguiu me agredir na primeira vez, chamou o reforço dos familiares. Os pais e os cônjuges ficaram olhando e não fizeram nada para impedir”, lembra. Luciana foi agredida com socos, chutes e tapas.
 
A professora está afastada das salas de aula e está morando temporariamente na casa do noivo, que vive em outra cidade. Ela diz ter medo de represálias. “Estou machucada, tomando remédio para dormir. Estou com medo e tento não sair sozinha”, disse ao ‘Uol’.
 
A vítima foi à delegacia registrar um boletim de ocorrência e, após o resultado do exame de corpo de delito, as envolvidas devem ser indiciadas por lesão corporal.
 
“As leis hoje em dia beneficiam muito o aluno. Fui agredida, não reagi e a menina vai ser levada para outra escola e receberá acompanhamento psicológico. Mais nada. Se tivesse sido ao contrário, eu já estava exonerada e com mil processos contra mim”, avalia Luciana.
 
Rivalidade
A professora contou ao ‘Uol’ que o ataque iria “acontecer a qualquer momento”. “Essa aluna não pode ser contrariada. Ela sempre apresentou um comportamento agressivo. Uma vez neguei a ela uma saída ao banheiro. Ela veio e esbarrou em mim de propósito”, lembra.
 
“Na localidade em que fica a escola é normal o comportamento violento dos alunos com os colegas e professores. Casualmente foi eu, mas poderia ser qualquer outro colega”, acrescentou.
 
De acordo com a direção da escola, a aluna já foi transferida. “Tomamos todas as medidas cabíveis. Não tem mais clima para a aluna continuar nesta escola. A Secretaria de Educação vai apoiá-la. Já a professora está muito fragilizada. Imagina uma professora jovem, recém-formada, passar por isso? É muito difícil”, disse a diretora da escola, Maria Cleni Sarmento. 
 
Apesar do trauma, Luciana revelou que o desejo de ensinar é maior e pretende voltar a ensinar o mais rápido possível, assim que o atestado médico expirar. “Não sei ainda quanto tempo terei que ficar afastada. Mas pretendo voltar o mais breve possível para não deixar meus alunos na mão”.
 
Em nota, o Conselho Tutelar e a Secretaria da Educação afirmaram que vão acompanhar a rotina da adolescente de perto.

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