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Possível saída do Podemos deve movimentar oposição na Câmara de Salvador

Publicado em: 18/11/2020

por Matheus Caldas

Possível saída do Podemos deve movimentar oposição na Câmara de Salvador

Foto: Matheus Caldas / Bahia Notícias

Com a possibilidade de o Podemos migrar da oposição para a bancada de apoio a Bruno Reis (CMS) na Câmara de Salvador (entenda aqui), a configuração da oposição na Casa pode sofrer uma reformulação.

 

Atualmente, há dois blocos oposicionistas no Legislativo soteropolitano: oposição e bloco independente de oposição.

 

Para a líder do PT na Casa, Marta Rodrigues (PT), caso o movimento aconteça, será necessário dialogar para fortalecer os oposicionistas. Ela cita a importância de conversar com o vereador Edvaldo Brito (PSD), atual membro do bloco independente do Legislativo soteropolitano. “Vamos reunir nesta semana nosso bloco, para ter um debate. Mas sobre este movimento, depois vamos procurar o PSB e PCdoB para uma reunião maior, o PSD tbm com o professor Edvaldo Brito, para a gente compor uma ação articulada”, explicou, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Segundo a petista, o Sidninho não conversou com os demais vereadores e, portanto, qualquer ação ainda é especulação. Segundo ela, outra possibilidade é a repactuação dos dois blocos de oposição, atualmente divididos. “Do PSB e PCdoB que somos aliados históricos… Com o Podemos com uma posição dessa, fica difícil. Somos oposição, uma oposição que diminuiu um pouco. Perdemos um quadro como Aladilce (PCdoB), mas ficamos [o PT] com quatro vereadores, a segunda maior bancada depois do DEM”, declarou. “Existe a possibilidade de repactuação e é até bom para a gente fortalecer mais o campo da oposição”, acrescentou.

 

A reportagem conversou com o líder do bloco independente de oposição, Silvio Humberto (PSB), antes de eclodir a possibilidade de cisão do Podemos com a oposição. Sem ainda ter ciência da probabilidade, o parlamentar indicou a possibilidade de um diálogo para juntar novamente a bancada. “A conjuntura tem se mostrado outra. Para ter uma repactuação, existe a possibilidade. Tanto que, muitas vezes na Câmara, votamos juntos. Então vamos ver dentro dessa nova conjuntura. Vamos sentar e ver a possibilidade de repactuar. Caso não consiga, já existe uma figura jurídica. Mas tem sido muito boa nossa relação. Agora é sentar e conversar com o PT. Apoiamos a Major Denice. Por que não sentar pra conversar? O que mais aprendi nestes oito anos é conversar”, comentou.

 

A oposição, liderada por Sidninho (Podemos), possui Toinho Carolino (Podemos), Ana Rita Tavares (PT), Marta Rodrigues (PT) e Suíca (PT). Contudo, Ana Rita e Carolino não foram reeleitos, enquanto Moisés não tentou reeleição.

 

Em tese, com as mudanças, passam a integrar o bloco Emerson Penalva (Podemos), Maria Mariguella (PT) e Tiago Ferreira (PT).

 

O bloco independente de oposição é liderado por Silvio Humberto (PSB) e possui, até o momento, Aladilce Souza (PCdoB), Hélio Ferreira (PCdoB), José Trindade (PSDB) e Marcos Mendes (PSOL). Com a eleição, este grupo sofreu mudanças substanciais. Se as lógicas partidárias se mantiverem, Augusto Vasconcelos (PCdoB) e Laina Pretas por Salvador (PSOL) entram nos lugares de Aladilce Souza (PCdoB), Zé Trindade (PSB) e Marcos Mendes (PSOL).

 

No grupo, resta saber qual vai ser o posicionamento de Debora Santana (Avante), novata na Casa.

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