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PMDB PODE RACHAR COM PT, DIZ DEPUTADO LÚCIO VEIRA, MINISTÉRIOS SERÃO ENTREGUES

Publicado em: 06/2/2014

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xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic.2QPNIG7evBEm reunião encerrada no final da tarde desta quarta-feira (5), na Câmara Federal, os 75 deputados do PMDB decidiram – por unanimidade – que o grupo não vai mais ocupar ministérios da presidente Dilma Rousseff (PT). O partido tem as pastas de Agricultura e Turismo, chefiadas por Antonio Andrade (MG) e Gastão Vieira (MA), respectivamente. Ambos vão deixar os cargos para concorrer nas eleições de 2014 logo após o carnaval.

A decisão dos parlamentares foi a de não indicar substitutos oriundos da Câmara, o que torna o grupo “independente” em relação ao governo federal. Na prática, se não houver uma mudança de cenário, a petista perde o apoio de 75 integrantes no Congresso. “O PMDB da Câmara dos Deputados não vai indicar substitutos”, resumiu o vice-líder do governo na Casa, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

O PMDB ocupa atualmente, com indicados por senadores, os ministérios de Minas e Energia, com Édison Lobão; Previdência Social, com Garibaldi Alves, e Aviação Civil, com Moreira Franco. A sigla briga por um sexto cargo de primeiro escalão e, além disso, os deputados não aceitam uma divisão que não seja igual entre indicados por senadores e oriundos da Câmara. “A razão desta decisão deve-se a disputas políticas públicas por cargos, em que preferimos deixar a presidenta à vontade para contemplar outros partidos em função das suas conveniências políticas e/ou eleitorais”, diz a nota oficial da legenda, redigida à tarde, que será enviada a Dilma. A decisão não passou pelo crivo dos demais colegas de Congresso. “Se o Senado quiser [indica]”, completou Lúcio.

Assim que os dois peemedebistas, escolhidos por deputados, deixarem as pastas de Agricultura e Turismo, a bancada passa, em parte, a não ser obrigada a atender aos desejos do governo. “Não tem compromisso de atender apelos como de quem tem ministério. Significa um partido, em termos de Câmara, independente.

O PMDB dá uma demonstração clara de que não precisa de cargos para apoiar ninguém. Até porque a reforma ministerial, como estava sendo conduzida, era apenas com viés eleitoral. De maneira pública e escancarada”, bradou o deputado baiano, que acusou Dilma de mensurar quesitos como tempo de TV das legendas para dar ministérios. No entanto, a nota da sigla não sinaliza o fim do apoio. “Reitera a disposição de manutenção de apoio ao governo, independentemente da ocupação de qualquer cargo, em função da responsabilidade que temos para com o país, principalmente em relação ao desempenho da economia”, diz o comunicado. Com uma convenção marcada para abril, quando o PMDB vai decidir oficialmente qual caminho seguirá nas eleições de 2014, há uma pequena chance de racha com o PT nacional, já que o vice-presidente da República é o comandante licenciado do partido, Michel Temer. “[A saída dos ministérios] sinaliza que pode haver problemas, que o PMDB está insatisfeito – pelo menos bancada da Câmara – e que pode haver problemas na aliança, até de não marchar com PT.

Vai depender dos desdobramentos”, finalizou Lúcio. Um possível rompimento da aliança entre Dilma e Temer é difícil, até porque os deputados representam apenas 30% de todo o colegiado que vai definir a situação da legenda na convenção. O restante é formado por senadores, governadores, prefeitos, deputados estaduais, vereadores e lideranças regionais.BN

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