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OTTO E CORONEL ESPERAM DECISÃO DA BANCADA DO PSD ANTES DE ASSINAR CPI DO MEC

Publicado em: 22/6/2022

Após a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, na manhã desta quarta-feira (22), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) voltou às conversas com seus pares de parlamento para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar casos de corrupção no Ministério da Educação (MEC) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Enquanto o senador Jaques Wagner (PT) tem seu nome subscrito no requerimento desde abril, os demais senadores baianos, Ângelo Coronel (PSD) e Otto Alencar (PSD), ainda aguardam uma decisão colegiada da bancada do partido no Senado para decidir o que fazer.

Em entrevista ao Bahia Notícias, Otto afirmou que não faltam motivos para a abertura de uma CPI que investigue o tráfico de influência no Ministério da Educação durante a gestão de Milton Ribeiro, mas garantiu que só assinará o requerimento puxado por Randolfe caso a bancada do PSD aprove isso em uma reunião que deve ocorrer até esta quinta-feira (23).

“Não faltam motivos, provas contundentes ou fatos determinados para a abertura da CPI. Já era conhecido esse tráfico de influência do ministro Milton Ribeiro, que escolheu pessoas que eram diretamente ligadas ao presidente da República, dois pastores, os dois lobistas do Ministério da Educação. Todo mundo em Brasília sabia disso. A imprensa noticiou isso e, agora, veio a prisão”, disse Otto.

Perguntado sobre qual decisão ele acredita que o PSD tomará, Otto voltou a marcar uma posição pessoal sobre o caso, mas escolheu não palpitar sobre qual será o posicionamento de seu partido.

“Eu não sei qual será a decisão da bancada. São 12 cabeças e eu só respondo pela minha. É claro para mim que não faltam motivos para a abertura da investigação, mas não posso responder por todos os senadores do PSD”, ponderou o senador.

Por outro lado, apesar de também garantir que seguirá a posição da bancada do PSD, Coronel se mostrou reticente à abertura de uma CPI nas proximidades do processo eleitoral marcado para outubro.

“CPI faltando 3 meses para eleições será uma CPI eleitoreira. Além do mais, a Polícia Federal já está no centro das investigações”, disse Coronel ao Bahia Notícias, em referência à operação policial que prendeu Milton Ribeiro nesta quarta.

FOCADO NAS ELEIÇÕES

Após se destacar na CPI da Covid-19, que investigou a atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia que matou mais de 600 mil brasileiros, o senador Otto Alencar deixou claro que não pretende atuar em um novo inquérito aberto no Senado. Segundo ele, é necessário indicar quadros que não estejam disputando a reeleição.

“No meu caso, que estou buscando a reeleição, eu não tenho como me dedicar inteiramente à CPI. Temos que indicar um ou dois senadores que não estejam em processo de reeleição, porque é preciso estar em tempo integral na investigação. Você tem que estar terça, quarta e quinta no Senado, com disponibilidade para viajar para outros locais inclusive. Não é o meu caso, nem do senador Omar Aziz, que também tentará a reeleição”, finalizou Otto.

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