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“Jornalismo e comunicação: barriga, mau-caratismo e incompetência”, por Fernando Machado

Publicado em: 10/12/2016

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No jargão jornalístico “barriga” é significado de matéria falsa ou errada publicada com grande alarde. Isso é o que pode ter feito o portal digital Diário do Poder, do jornalista Cláudio Humberto, ao afirmar que o prefeito Antonio Henrique havia descumprido suposta determinação judicial que o afastava do cargo.

A postagem de Humberto, que trabalhou como porta-voz do governo do ex-presidente Fernando Collor, diz que Tonhão “se recusou a cumprir uma liminar expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado que obriga a prefeitura a descontar dos salários e repassar à entidade 1% do valor de toda a folha salarial.”

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Mas o personagem central dessa história não é o nosso prefeito, mas sim o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que se negou a receber notificação do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (06/dez), determinando seu afastamento do cargo de presidente da Casa. “O prefeito citou o caso de Renan para alegar que também vai descumprir a medida liminar”, afirma a matéria.

Mas a postagem do portal que funciona a partir de Brasília e está registrado em nome de Tiago de Vasconcelos Rosa e Silva, não é completamente uma barriga, um erro. E não é, pois o prefeito de Barreiras e o Sindicato dos Servidores Municipais, o Sindsemb, brigam desde o início do atual governo (janeiro de 2013) por diversos motivos, inclusive por causa do repasse do imposto sindical, razão que teria motivado o suposto afastamento do alcaide conforme abordagem do Diário do Poder.

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Porém, há algo ainda mais preocupante neste novo causo do jornalismo tupiniquim. O episódio comprova a despreocupação de parte da imprensa brasileira em checar a veracidade da notícia. Para todos os profissionais dos mais de 200 veículos de comunicação que endossaram a reportagem de Cláudio Humberto, a fonte da informação valia por si só. O extrato disso é que a versão venceu o fato.

Em tempos de caça às bruxas contra instituições políticas e judiciárias, é preciso, também, pôr em constante debate as funções éticas, morais e sociais da imprensa.

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Ainda assim, este misto de sentimento de vingança para com a classe política, aliados ao mau-caratismo intelectual e a visível engrenagem de desinformação da grande massa, serviu para atestar o que a população de Barreiras já sabia: a estrutura de comunicação da Prefeitura de Barreiras, além de ser cara aos cofres da municipalidade, não funciona, inexiste em meio à realidade da cidade. A última prova disso é que a assessoria de Antonio Henrique não conseguiu se quer identificar o autor da matéria que ganhou o Brasil.

Porém, mais do que isso, o texto oficial da Dircom dizia que a notícia havia sido “veiculada em blogs locais e regionais”. A intenção da nota foi a de apontar os portais de Barreiras como autores do texto que adorna, entre outros sítios digitais, os poderosos Istoé, Metro e 247. Por outro lado, curiosamente, nenhum veículo noticioso na internet sediado em Barreiras ou na região tratou do assunto com base na postagem do Diário do Poder.

Do ZDA

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