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DEPUTADO DO PP ESTEVE NO ESCRITÓRIO DE YOUSSEF, DIZ POLÍCIA FEDERAL

Publicado em: 24/8/2015

por Estadão Conteúdo

Deputado do PP esteve no escritório de Youssef, afirma PF

Foto: SindGastrHô
A Polícia Federal acusa o deputado Luiz Fernando Farias (PP/MG) de “falsear a verdade”. A PF descobriu que o parlamentar esteve no escritório do doleiro Alberto Youssef, peça central da Operação Lava Jato, no dia 20 de setembro de 2011, na Avenida São Gabriel, zona sul de em São Paulo. A visita foi registrada na portaria do prédio. O parlamentar foi fotografado. Esse documento, na avaliação da PF, desmente Farias que, em depoimento formal, negou conhecer o doleiro. As informações constam do relatório que a PF enviou na semana passada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do qual atribuem a Farias e ao deputado José Otávio Germano (PP/RS) crime de corrupção. A pedido da Procuradoria-Geral da República, o STF autorizou investigação contra 48 deputados, senadores, governadores e ex-parlamentares, supostamente beneficiários da rede de propinas. Luiz Fernando Farias e José Otávio Germano, ambos do PP, são dois deles. A PF concluiu que Farias e Germano pagaram R$ 200 mil ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (Abastecimento) – em troca da propina, o executivo da estatal petrolífera que se tornou o primeiro delator da Lava Jato abriu caminho para a empreiteira Fidens Engenharia, então sob presidência do empresário Rodrigo Alvarenga Franco, entrar na licitação de obras de terraplenagem da Refinaria Premium I, no Maranhão. Segundo Costa, os deputados levaram o dinheiro para ele em “embalagem de garrafas de cachaça”, em 2011. Uma etapa importante da investigação aponta para o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato que, em delação premiada, disse que sabia antecipadamente o nome das empresas que ganhariam a licitação para terraplenagem da Premium I. Ele afirmou que manteve reuniões com empresários em seu escritório em São Paulo. Tanto Farias quanto Germano afirmaram que não conhecem o doleiro. A reportagem tentou contato com a Fidens, mas não obteve retorno.

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