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COM POUCOS RECURSOS E MUITAS OBRIGAÇÕES, NOVOS PREFEITOS TERÃO GRANDES DESAFIOS-POR JAYME MODESTO

Publicado em: 17/10/2016

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Jayme Modesto

A alegria, euforia e muita festa pela vitória nas eleições municipais são sentimentos que transbordam e dominam as mentes entre os corações dos candidatos eleitos e dos eleitores. Sentimentos validados principalmente após a árdua e exaustiva campanha eleitoral. Porém, o peso da responsabilidade que será depositado sobre os ombros dos gestores no próximo ano, trará aos agentes públicos municipais; angústia, decepção e frustrações que acompanharão até o final dos seus mandatos.

A festa da democracia e o calor das eleições 2016 só se consumarão com a posse dos prefeitos e vereadores, em 1° de janeiro de 2017. Passadas as comemorações, é hora de pensar nos passos seguintes: transição, formação da equipe de governo e as primeiras ações a serem implantadas. Sabidos de que para lograrem êxito neste mandato, os futuros gestores terão que enfrentar questões inéditas, entre elas: a falta de recursos.

Ser prefeito nunca foi tarefa fácil, temos plena ciência disso. Pois, além das pressões, dos próprios cidadãos, vêm à pressão dos apoiadores de campanha, dos financiadores e dos acordos firmados. Com isso, os prefeitos vão recebendo uma carga cada vez maior de responsabilidades. Outros desafios que terão pela frente são as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal, a complementação financeira dos programas federais, os ganhos reais do salário-mínimo e o piso nacional do magistério, o endividamento dos municípios, além é claro da queda na receita em decorrência da crise.

É inegável que neste mandato, de janeiro de 2017 a dezembro de 2020, os prefeitos serão exigidos em um patamar inegavelmente superior aos que encerrarão a gestão em 31 de dezembro. Na verdade, terão que cumprir novas metas e criar novas formas de resolver antigos problemas, buscando a tão sonhada excelência na gestão pública, ou seja, implantando um novo modo de fazer diferente, com uma gestão de impacto e resultado.

Não há mais espaço nas administrações públicas, em todos os níveis, para a falta de transparência, a sociedade está mais atenta e consciente de seus direitos. Além da pesada carga, os novos prefeitos terão ainda de exercer o dever constitucional de defesa do meio ambiente inserido nos seus planos de governo.

Os novos prefeitos devem ainda, ter a consciência de que não basta apenas aplicar os percentuais mínimos exigidos pela Constituição, em saúde e educação, estes investimentos devem resultar efetivamente em qualidade e eficiência destas políticas públicas.

Paciência é algo que o brasileiro não quer mais ter, somos um povo pacífico, conciliador, compreensível, mas hoje sabe muito bem o que quer como quer e quando quer, principalmente em se tratando de política, com nossa jovem democracia, as informações já são sim compreendidas e não se aceita de forma intransigente a falta de zelo com a coisa pública.

Sempre fui da opinião, e espero sempre ser, que crítica é crítica, não existe crítica construtiva ou destrutiva, o que realmente importa é o que se faz ao ouvir ou ler uma crítica, é o que realmente importa para as pessoas. Para os políticos, ela, a crítica, sempre irá existir, seja da imprensa, da oposição ou mesmo da situação, mas qual a real capacidade de transformar o criticado, ou seja, se a crítica é boa não há a necessidade de melhorar. Se a crítica não é boa, o que precisa melhorar.

O Brasil passa por uma grave, mas salutar crise moral. Entendo que essa seja uma grande oportunidade, o país está lavando em tempo hábil a roupa suja da gestão pública.

É bem verdade, não se pode e deve nivelar como um todo. Há de se considerar a competência, o denodo, o zelo e a honestidade de muitos gestores. Todavia, a democracia esteve aberta à manifestação popular, em mais uma eleição municipal, amadurecendo e propiciando oportunidades de conquistas de gestão satisfatória da coisa pública, para todos os munícipes deste nosso querido Oeste.

Espera-se que esta nova safra de gestores da coisa pública eleita nas eleições de 2 de outubro de 2016 que será empossada em 1º de janeiro de 2017, contribua de forma elegante e significativa para o engrandecimento dos municípios.

Que as expectativas das urnas sejam traduzidas em realizações de melhores dias para o serviço público.

Jayme Modesto é Jornalista há muitos anos conduzindo o Jornal Gazeta do Oeste e hoje além de Publicitário é também Apresentador de um Programa na TV Câmara de Barreiras.

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