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CERVERÓ DIZ QUE O LOBISTA FERNANDO BAIANO TINHA ELO COM OUTROS DIRETORES DA PETROBRAS

Publicado em: 15/1/2015
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Ex-diretor Nestor Cerveró disse em depoimento à Polícia Federal nesta quinta (15) que o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, atuava nas diretorias de Abastecimento e de Gás e Energia da estatal; ele afirmou que mantinha “uma certa relação de amizade” com Fernando Baiano e que o lobista representava empresas interessadas nos contratos, mas disse “não ter recebido ou lhe ter sido oferecida qualquer vantagem financeira” pela transação.

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse em depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (15) que o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, atuava nas diretorias de Abastecimento e de Gás e Energia da estatal. A Diretoria de Abastecimento foi comandada por Paulo Roberto Costa entre 2004 e 2012. Sem especificar datas, Cerveró relatou a dois delegados da PF em Curitiba que conheceu Baiano em 2000 e que o lobista “continuou frequentando a Petrobras representando outras empresas, tendo se dirigido a outras diretorias.

O ex-diretor disse que mantinha “uma certa relação de amizade” com Fernando Baiano. Cerveró afirmou aos investigadores que Baiano representava empresas interessadas nos contratos, mas disse “não ter recebido ou lhe ter sido oferecida qualquer vantagem financeira” pela transação. O ex-diretor disse acreditar que Baiano “recebesse algum tipo de comissão” por intermediar contratos entre empresas privadas e a Petrobras, mas não soube informar o valor.

Segundo o termo de declarações, o ex-diretor disse “nunca ter sido oferecida qualquer vantagem direta ou indireta por parte de Fernando Soares a fim de que agisse para atender os interesses deste ou das empresas que o mesmo representava”.

Cerveró afirmou aos delegados que Baiano indicou o empresário Júlio Camargo, da Toyo Setal, para o fornecimento de navios-sonda para a Petrobras. “Foi agendada uma reunião por volta do ano de 2006, salvo engano, no gabinete da Diretoria Internacional no Rio de Janeiro, ocasião em que estavam presentes o declarante, Júlio Camargo, um diretor da Mitsui-Toyo, um diretor da Samsung”, declarou.

O ex-diretor disse que Fernando Baiano não participou das negociações sobre a contratação dos navios-sonda, mas afirmou acreditar que “o mesmo tenha feito algum tipo de tratativa com Júlio Camargo, presumindo que o último tenha recebido algum tipo de comissão quanto a esse negócio, desconhecendo o valor”.

Cerveró afirmou que transferiu imóveis a seus filhos e a uma neta em maio de 2014 “como antecipação de herança”, e que declarou o valor de compra dos imóveis na transação “para fins de imposto, embora saiba que o valor de mercado destes seja muito maior”.

Cerveró declarou que não possui contas no exterior em seu nome ou de terceiros e que nunca recebeu pagamentos fora do país “a qualquer título”. Afirmou ainda nunca ter mantido contato com o doleiro Alberto Youssef e que o viu “pela primeira vez” na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde está desde quarta-feira

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