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Bebianno: Guedes chamou Sergio Moro para ministério antes do 2º turno

Publicado em: 19/11/2019

Segundo ex-secretário-geral da Presidência da República, ex-juiz não teria tido contato com Bolsonaro a respeito de convite antes da eleição

Redação
Foto: Fernando Frazão/Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Valter Campanato/Agência Brasil

 

O atual ministro da Economia, Paulo Guedes, sondou o ex-juiz Sergio Moro para o cargo de ministro da Justiça antes mesmo do segundo turno das eleições presidenciais de 2018. A informação foi dada pelo ex-secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno.

Em entrevista ao jornalista Fabio Pannunzio, divulgada no final de semana, o ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro disse, contudo, que o na época candidato à presidência não teria tido qualquer diálogo com Moro até o resultado das urnas.

Moro comandou os julgamentos em primeira instância dos crimes da Operação Lava Jato, que tiraram o ex-presidente Lula (PT) da disputa presidencial.

“Entre o primeiro e o segundo turnos, um dia eu chego à casa do Paulo Marinho (empresário filiado ao PSL), onde foi montada a estrutura, estúdios, inclusive para a gravação dos programas eleitorais. Naquele dia, o Jair tinha chegado um pouco mais cedo. O Paulo falou assim: ‘Ele está na sala de televisão e quer conversar com você’. Aí eu fui até lá. Ele estava lá, sentado muito confortável numa poltrona, e na frente dessa poltrona tinha um pufe para colocar os pés”, relatou.

“Eu puxei essa poltrona, me sentei debruçado, olho no olho, e ele disse para mim o seguinte, exatamente com essas palavras: ‘Gustavo, você está isso aqui (aproxima o polegar e o dedo médio, indicando proximidade) para ser o próximo ministro da Justiça; no entanto, existe uma questão que me preocupa, que é o seu pavio. Seu pavio é muito curto. Para ter uma missão dessas, você vai lidar principalmente com deputados, senadores, e você nunca poderá pisar no calo de um deputado’. Olha só. ‘Se você pisar no calo de um deputado, poderá abrir uma crise tão grande, capaz de botar em risco o governo. Me preocupa o teu pavio ser tão curto’”, acrescentou.

“Aí eu argumentei com ele. Agradeci ele estar cogitando essa hipótese, obviamente eu fiquei muito honrado com aquilo. Eu disse a ele: ‘Capitão, meu pavio não é tão curto assim; ele só é curto para vagabundo. Eu não tenho paciência para duas coisas: bêbado e vagabundo que nitidamente faz lobby com o seu nome, que está ao seu redor para se locupletar de alguma forma, para fazer tráfico de influências. Para certas pessoas, que têm uma cara de pau fora do comum, que não têm desconfiômetro. Com essas pessoas eu não tenho paciência. Mas vou observar o que o senhor está me falando e vou tentar botar uma extensão para o meu pavio ficar mais longo’. Aí a gente se deu um abraço e tal”, completou Bebiano. Com informações do UOL.

Segundo ele, no dia seguinte ao segundo turno das eleições, foi feito o comunicado de que o governo convidaria Sergio Moro para o ministério da Justiça. Segundo o ex-presidente nacional do PSL, quem o avisou foi Paulo Guedes, justamente o responsável pelas conversas com o juiz. Com informações do UOL.

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