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ARTHUR MAIA SOBRE CUNHA “É MUITO CEDO DIZER QUAL VAI SER O FUTURO DELE”

Publicado em: 21/7/2015

por Estela Marques

‘Está muito cedo para dizer qual vai ser o futuro dele’, diz Arthur Maia sobre Cunha

Foto: Divulgação
O deputado federal Arthur Maia (SD-BA) defende a permanência de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados, mesmo após o parlamentar ter sido mencionado na delação premiada de Júlio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, por pedir propina de US$ 5 milhões. “Se ele pedir [afastamento], teria que fazer com todos aqueles que estão denunciados, investigados. Renan Calheiros também está citado e é presidente do Senado”, observou Maia. O deputado federal Bebeto Galvão (PSB-BA), por sua vez, discorda. “O melhor seria pedir licença da Câmara, se afastar até que acabassem as investigações. Se houvesse comprovação, ele estaria impossibilitado de voltar. Se ele não fosse alcançado, ele teria o salvo conduto. Que coisa melhor para o homem público do que o salvo conduto?”, questionou Bebeto. Na opinião do socialista, o mais adequado para o parlamento seria o afastamento de Cunha, para que as investigações transcorressem de modo seguro –postura semelhante à adotada por deputados federais do PCdoB. Maia, por outro lado, prefere não “julgar” a situação do presidente da Casa, já que “isso cabe ao STF [Supremo Tribunal Federal]”. “Quem conhece o processo contra Eduardo Cunha é o STF. Não conheço delação premiada de Ricardo Pessoa nem de Júlio Camargo. Isso cabe ao STF, que vai decidir como conduzir esse processo. Do que eu tenho que julgar – a conduta da presidente da República [Dilma Rousseff (PT)] –, espero que Cunha, na oposição ou não, aja da maneira mais republicana possível”, limitou-se Maia, mencionando os pedidos de impeachment contra Dilma que podem vir a tramitar após o julgamento das contas de 2014 do governo. No próximo dia 4 de agosto, o Tribunal de Contas da União (TCU) vai julgar as supostas pedaladas fiscais e, em caso de crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, é possível que o presidente da Câmara “faça andar” tais pedidos.

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