PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA DEFENDE DESMEMBRAR CASO GEDDEL

Publicado em: 11/10/2017

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal na qual defende o desmembramento das investigações relacionadas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) no caso do “bunker” que guardava R$ 51 milhões. Se o relator do caso, ministro Edson Fachin, decidir na linha apresentada pela procuradora, a apuração sobre o ex-ministro e aliado do presidente Michel Temer deve voltar à Justiça de primeira instância. Só o irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), teria possível investigação conduzida no Supremo em razão do foro privilegiado.
A manifestação de Raquel é mantida em sigilo e será analisada por Fachin. Na primeira instância, a tendência é de que as investigações tenham desfecho mais rápido do que no STF – tanto pelo procedimento célere em relação á Corte como pelo fato de que os investigadores no primeiro grau já conduziam o caso. O ex-ministro e o advogado Gustavo Ferraz foram presos no dia 8 setembro na Operação Tesouro Perdido, quando a Polícia Federal encontrou o chamado “bunker” em Salvador (BA), com o equivalente a R$ 51 milhões em espécie.
Cinco dias após a operação, o juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara da Justiça Federal em Brasília, remeteu as investigações ao Supremo ao identificar a menção ao deputado Lúcio Vieira Lima – que possui foro privilegiado. Segundo depoimentos colhidos pela PF, o apartamento onde foram encontradas as malas com dinheiro foi emprestado a Lúcio. O Ministério Público Federal aguarda a decisão para oferecer provável denúncia contra os dois presos. As defesas também esperam a decisão de desmembramento para discutir a estratégia a ser tomada – como eventuais negociações de delação.
Desde prisão de Geddel, o Planalto se preocupa com a possibilidade de que o aliado de Temer opte pela delação premiada. Na primeira vez em que foi preso, em julho, o ex-ministro já havia dado sinais a pessoas próximas de que poderia colaborar com a PGR. Agora, com a nova prisão e a descoberta dos R$ 51 milhões, a avaliação no Palácio do Planalto é de que Geddel está vulnerável. Advogados alegam que a demora na definição do caso faz com que o prazo das prisões se torne excessivo, uma vez que os investigadores não apresentaram a denúncia até agora.
Via: Estadão

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